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CRÔNICAS DA CASA

Muito obrigada, 2017!
2 meses atrás

Muito obrigada, 2017!

Conversando hoje ao telefone com uma grande amiga resumi o nosso ano em uma única palavra: agradecer.
Quando se lê as 8 letras do AGRADECER presume-se que o emissor da mensagem passou dias de céu de brigadeiro, tendo alegrias seguidas e nem sombra de problemas (ainda mais nessa época de redes sociais, onde tudo o que se vê por aí são imagens de viagens, celebrações e alegria sem fim).
Na verdade, estamos longe disso.

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SOBRE AS TRAMAS DA VIDA
3 meses atrás

SOBRE AS TRAMAS DA VIDA

Há algum tempo venho com o conto chinês do Akai Ito “O Fio Vermelho do Destino” no coração. De acordo com este mito, os deuses amarram uma corda vermelha invisível, no momento do nascimento, nos tornozelos dos homens e mulheres que estão predestinados a ser alma gêmea. Deste modo, aconteça o que acontecer, passe o tempo que passar, essas duas pessoas que estiverem interligadasfatalmente irão se encontrar. Leia mais

frase da semana
12 meses atrás

frase da semana

Era uma vez uma menina que nasceu no interior de São Paulo.

A menina acreditava que a cidade em que ela nasceu era a mais importante do mundo, porque aquela cidade era o mundo para ela. Na cidade moravam sua mãe, seu pai, seus avós, seus tios e primos – e isto explicava porque lá era o seu mundo.

Lá no mundo da menina, havia um balanço no quintal da casa da nonna. E ela brincava de voar por meio do balanço – e voava alto. E sonhava enquanto voava, brincava e balançava.

Passado um tempo, a menina descobriu que voar era para os pássaros. E para os aviões. E que os aviões levavam as pessoas para conhecer o mundo que existia além da cidade.

A menina ficou encantada. E sonhou em voar.

E por anos sonhou também que um aeroporto chegaria à cidade para que ela pudesse conhecer o mundo através dele. O aeroporto nunca chegou – o que não impediu a menina de continuar a sonhar, viajar e conhecer este mundo, vasto mundo.

Ela sonhou – e realizou.

Ainda sonha (muito) – e realizará (mais ainda).

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quando a vida parece complicada demais
3 anos atrás

quando a vida parece complicada demais

epoca

À medida em que crescia fui ouvindo cada vez com mais frequência minha mãe professar:

“Filha, estude e vá atrás da sua independência profissional e financeira. Não dependa de ninguém, muito menos de marido.” 

Este era o mantra, este era o direcionamento.  E segui firme nele, sem pestanejar. De “primeira aluna” da escola na minha cidade natal ao primeiro lugar no vestibular de Engenharia. Quando dona Ornella, minha mãe, faleceu quase ao final do quarto ano de faculdade foi ao mantra da não-dependência que mais me apeguei para seguir em frente. A determinação me rendeu 4 ótimas propostas de emprego assim que coloquei as mãos no diploma. Poderia escolher qual caminho seguir para começar com o pé direito minha promissora carreira executiva em São Paulo.

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pausa para o bolo
3 anos atrás

pausa para o bolo

naked cake 2

 

Ontem eu quarentei.

Como desde que eu me conheço por gente um 17 de junho muito esperado.

Mas o primeiro nesta quarentena que me fez pensar muito, revirar sentimentos e certezas.

Não é uma questão de idade – é uma questão de auto conhecimento.

Então, acordei para os quarenta despertando para mim. O que é lindo e necessário.

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movimento natura

Algumas lembranças voltam para a minha mente sem pedir licença. Ficam guardadas em meu coração e minha mente bem escondidas, mas quando voltam, chegam com força. Há alguns meses venho relembrando a história do câncer e da mastectomia da minha mãe com meu marido sem razão aparente.

Quando d. Ornella tirou o seio direito eu tinha 13 para 14 anos. Era uma princesa mimada em um castelo encantado, dona de quase tudo o que podia ter e estava ao alcance dos meus pais. Não entendia direito o que acontecia, mas via a tristeza estampada no olhar e nas atitudes de todos ao meu redor.

Depois da cirurgia, além da cicatriz enorme no corpo (e na alma), minha mãe viu os pontos se abrirem e uma enorme ferida aberta brotar em seu peito. Foi difícil contê-la e eu me lembro até de colocarmos açúcar cristal como tentativa de promover a cicatrização. Quanta dor, quanto simbolismo. A ferida fechou, as marcas ficaram.

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