a relação da astrologia com os ciclos da natureza

As sociedades antigas, bem como seus calendários, foram estabelecidas de acordo com os ciclos solares e lunares. Os antigos observaram o movimento aparente dos planetas e outros astros em seus caminhos aparentes em torno da Terra. Perceberam que determinados ciclos celestes sempre se repetiam e descobriram relações profundas o céu com o que acontece na Terra.

Essa é a origem da Astrologia, que também é o estudo dos ciclos.

Um ciclo muito conhecido e vivenciado pelo homem é o do Sol através do zodíaco, que dura aproximadamente 365 dias, ou um ano.

O zodíaco é o caminho aparente, uma faixa circular de 360o em torno da Terra. Essa faixa é dividida em doze partes iguais, que são os doze signos.

Durante um ano, o Sol aparentemente dá uma volta em torno da Terra, percorrendo a eclíptica e o zodíaco, marcando claramente as estações do ano e o clima astrológico.

As estações do ano guardam uma relação íntima com os doze signos astrológicas, porque estão totalmente relacionadas ao trajeto aparente do Sol em volta de nós. Cada uma das quatro estações tem início quando o eixo da Terra aponta para o Sol, afasta-se ou está paralelo a ele. Cada estação tem início quando o Sol ingressa em um dos signos cardinais, sendo que cada uma delas começa em um signo relacionado com um dos quatro elementos: a primavera tem início quando o Sol ingressa em Áries (fogo), o verão com o ingresso do Sol em Câncer (água), o outono com o Sol em Libra (ar) e o inverno com o Sol em Capricórnio (terra). Mas é importante lembrar que utilizamos a relação dos signos com as estações do ano para o hemisfério norte. O ciclo do Sol pelo zodíaco tem profunda relação com a vida humana, assim como a Astrologia guarda relação direta com os ciclos da natureza. Plantio e colheita, por exemplo, sempre foram feitos de acordo com o céu, especialmente às estações do ano e fases da Lua. A Lua, aliás, influencia diretamente todas as águas do mundo, veja-se as marés. Curiosamente, em torno de setenta por cento do nosso planeta é composto por água, assim como nós, igualmente influenciados pelos efeitos lunares. Isso porque a Lua rege nossas emoções, humores e hormônios. Também os ciclos menstruais e a gestação estão intimamente ligados às fases lunares. Pensando nas estações do ano, são quatro, assim como os elementos – fogo, terra, ar e água – divididas em três sub fases, ou meses, assim como os ritmos – cardinal, fixo e mutável. Vale a pena lembrar que os doze signos são justamente a combinação entre os quatro elementos e suas três formas possíveis de expressão, que são os ritmos. Assim, cada estação tem início quando o Sol ingressa num signo cardinal, que marca o início de uma nova fase. Cada estação tem seu ápice durante o trânsito do Sol por um signo fixo, que potencializa e marca a manutenção daquele clima. O último mês de cada estação ocorre durante o trânsito astrológico do Sol por um signo mutável, que permite a transição de uma fase para a seguinte. Como disse Ptolomeu, o zodíaco é o ano e as suas quatro estações. A sequência zodiacal também tem relação com os quatro elementos presentes na natureza: fogo, terra, ar e água, que são a essência dos doze signos. Cada um é a expressão de um dos elementos. Cada elemento pode se manifestar de três maneiras diferentes: cardinal, fixo e mutável. Portanto, temos doze signos, ou seja, três manifestações de cada um dos quatro elementos. O fogo é o elemento da energia e da vida. Dele é feito o Sol, quente e cheio de calor. O Sol, centro do nosso sistema solar, é o responsável pela vida na Terra e é ele o principal representante do elemento fogo. O fogo é o elemento da vida e da vontade, que gera entusiasmo e que precisa de liberdade. Não é a toa que o zodíaco tem início com um signo de fogo em sua forma cardinal, ou seja, a chama e o impulso do início da criação e a da vida, a iniciativa a partir da vontade e o entusiasmo do fogo que deseja se propagar. O fogo fixo é Leão, domicílio do Sol, a chama estável e o calor que nunca se apaga, o fogo mais intenso, o que mais deseja e precisa brilhar e criar (e manter sua criação). O fogo que mais se espalha é Sagitário, fogo mutável que está sempre em movimento, a vontade que gera curiosidade, desejo de aprender, conhecer, saber e viver sempre mais. Depois do fogo vem a terra, que surge com o segundo signo do zodíaco, Touro, a terra em sua forma mais estável, fixa. Depois do impulso criador da vida, a vontade de manter e encontrar estabilidade. Após a vontade da alma, a vontade da carne. A terra é o elemento que dá forma às coisas. É o elemento da estrutura, do que pode ser visto com nossos olhos e tocado por nossas mãos. É o mais concreto de todos, do mundo da realidade e daquilo que é uma certeza, pois todos conseguem enxergar e tocar. Assim, a primeira manifestação da terra é fixa, o touro que precisa manter a forma e que sabe apreciar a vida real com prazer e segurança. A terra mutável, virgem, a terra que se molda, que se adapta, mas que faz isso através do trabalho, produzindo e moldando aquilo que toca. E a terra em sua forma cardinal, capricórnio, a iniciativa que vem da vontade e da realidade, a terra mais ativa e ao mesmo tempo a mais concentrada, a que mais enxerga longe e que mais caminha em seu ritmo próprio rumo a um objetivo muito concreto e realista. O ar é o elemento da razão e da imaginação, é o pensamento. Está presente em tudo mas não podemos aprisiona-lo nem enxerga-lo. É o elemento da liberdade. Em sua forma mutável, gêmeos, o livre pensar e a mudança constante. Em sua forma cardinal, libra, a necessidade de trocar pensamento o tempo todo. Aquário, o ar em sua forma fixa, a teimosia, a inteligência, o ar congelado que só aprende e vive em grupo, isolado de todos e ao mesmo tempo pertencendo ao todo, compartilhando ideias e ideais para só assim sobreviver. Por fim a água, de onde vem toda a vida, as emoções, os mais sensíveis de todo zodíaco. Câncer, água cardinal, regido pela Lua. A ação a partir do sentimento. A água fixa, escorpião, as emoções profundas e poderosas. E peixes, a água em sua forma mutável, as emoções que sempre se transformam, em suas múltiplas possibilidades.

E assim vamos notando as relações tão profundas entre o céu e a terra, entre os signos e os ciclos da natureza.