lâmpadas

Há alguns domingos, li no caderno Casa do Estadão que em junho deste ano as lâmpadas incandescentes de 75 e 100W deixarão de ser vendidas no Brasil. Até Dezembro, não serão mais comercializadas as lâmpadas de 60W. Isto é resultado da Portaria Interministerial que determina que até 2016 as lâmpadas que não atingirem os índices de eficiência luminosa não poderão ser mais fabricadas, importadas ou comercializadas.

Esta portaria foi motivada pela necessidade de reduzir o consumo de energia – o que é muito bacana! Para mim era claro que muita gente já havia migrado para as chamadas “lâmpadas econômicas” mas talvez fosse uma percepção enganada minha, pois anualmente são consumidas 237,5 milhões (!) de unidades de lâmpada incandescentes no país!

Mas, agora vamos aos fatos: uma lâmpada incandescente transformam apenas 5% da energia que consomem em luz – 95% (!) é dispersado em forma de calor. Nas fluorescentes compactas, a proporção é de 15% luz/85% calor, enquanto as LED oferecem uma relação de 30%/70%.

Saber que lâmpadas fluorescentes compactas e LED são mais econômicas e eficientes é praticamente senso comum, porém achei interessante colocar o infográfico que acompanhou a matéria do jornal, para mostrar o comparativo de eficiência/preço/vida útil doss quatro tipos de lâmpadas mais comuns: incandescentes, halógenas , fluorescentes compactas e LEDs.

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imagem: Silvia Rodrigues/Estadão

Mesmo eu, que vivo de olho nisto, acabei me enrolando em uma compra recente. Comprei dois lustres (lindos) para a casa de campo, certa de que usaria lâmpadas fluorescentes compactas neles. Como fiz a compra via internet, não me atentei que as lâmpadas utilizadas eram do tipo “Halopin” (um tipo de lâmpada halógena bem pequena, mas com forte intensidade.). Por não ser o tipo mais comum de lâmpada , eu quase devolvi os dois lustres. Depois, fui me informar a respeito e vi várias qualidades na escolha: o índice de reprodução de cor deste tipo de lâmpada é excelente, elas podem ser dimerizadas (para aumentar ou diminuir a potência de luz das mesmas) e o consumo, apesar de não ser tão otimizado como das “econômicas, é ainda menor do que os das incandescentes. Ou seja, há prós e contras nas escolhas.

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Além disto, novamente, acho  importante ressaltar uma boa pesquisa de preços antes de tomarmos qualquer tipo de decisão de compra. Como eu já havia falado na postagem “olho no preço“, novamente encontrei uma disparidade grande entre o preço das lâmpadas halopin de 25W: em  estabelecimento as lâmpadas são vendidas a R$ 9,20 + frete para venda online. Em outro estabelecimento, também com venda online, encontrei as lâmpadas comercializadas por R$ 2,99 + frete (mais barato, por sinal). Uma diferença mais de 3 (!) vezes o valor, o que me coloca na posição de observar que esta categoria de produtos tem uma variação ENORME de preços. Então, meninas, olho vivo ao comprar – tanto pelo preço, quanto pela eficiência energética!

E para quem quer saber mais sobre iluminação, eu super recomendo esta série explicativa que a Rosana Silva, do Simples Decoração fez: aprende-se muito com ela, de uma forma simples e didática.

Beijo grande,

flavia