

(orquídea lá das férias na casa de campo)
Muitas vezes eu tenho saudades da minha vida. É estranho dizer, mas passado um tempo dos acontecimentos eu sinto uma saudade boa do que aconteceu há um certo tempo. Não se trata de uma nostalgia triste, daquelas que a gente chora e aperta o coração, mas sim daquela saudade pequena, que faz cócegas quando a gente lembra dos bons momentos.
As férias de janeiro, invariavelmente, provocam isto comigo. Apesar do período prolongado de descanso, eu nunca marco algo mirabolante. São férias serenas, com um cotidiano em câmera lenta. Antes ficávamos na casa do meu pai, e agora na casa de campo. Foi bom viver o trivial sem pressa, acordar preguiçosa para o café da manhã e poder desfrutar a companhia dos filhos nas coisas simples e diárias. Não fizemos nada além do que fazemos todos os dias – mas fazíamos com calma, pontuando o dia com vírgulas, como senhores do tempo, para poder realmente aproveitar.