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segunda-feira, 06 de fevereiro de 2012
Semana passada resolvi tomar vergonha na cara e ir a uma nutricionista que eu queria muito. Decidi cuidar de mim, porque muitas vezes somos nós as maiores culpadas por nos sabotarmos. E, assim,  dar um basta à minha sabotagem espontânea. Enquanto aguardava minha vez, tirei estas fotos da sala de espera. Tinha achado muito interessante a utilização de dois papéis de parede de padrões diferentes em um mesmo ambiente. Olhar as listras em comunhão com o papel liso em apenas alguns pontos estratégicos tornou o ambiente acolhedor e diferenciado. Com personalidade, como eu sempre gosto de dizer.
E é a “personalidade”que diferencia tanto os ambientes, as casas, quanto as pessoas. Não é um fator de dinheiro, é um fator de comunhão com alma e valores. 
Esta comunhão se manifesta das mais variadas formas e locais, mas certamente, já passaram pessoas e pessoas em nossas vidas que não foram muito marcantes. Apenas passaram e não deixaram marcas nem impressões. Aconteceu muito comigo, acontece com você? Faltou personalidade para assumir suas paixões e valores no momento que passaram por nossas vidas. Ou, ainda pior, tentaram assumir uma paixão, uma verdade que não era a sua.
Há um tempo terminei de ler a biografia do Steve Jobs lindamente escrita pelo Walter Issacson (diga-se de passagem fiquei fã deste autor). Noves dentro, noves fora, com todas as imperfeições e genialidades do Steve, uma passagem me marcou como muito significativa desta conversa sobre personalidade. Para justificar a invenção/lançamento/revolução causada pelo iPod, Jobs disse: “Nós (da Apple) fizemos o iPod porque gostávamos de verdade de música”.  Não sem trabalho duro, não sem pesquisa, não sem esforço. Mas movido por paixão. O sucesso vem da personalidade (sim, nós gostamos de música), da paixão legítima.
E o que isto tudo tem a ver com a nutricionista e o duo papel de parede liso/listrado? 
Bem, a escolha da dupla para decorar não é óbvia nem a mais simples. Exige desprendimento e vontade de colocar algo de novo, mesmo com cores sóbrias. Pode-se valer da criatividade de usar pedaços diferentes de papéis de parede (reaproveitamento?) ou exige um cuidado maior com a seleção, com o instalador. Mas todo este carinho transparece no resultado final. Dá para ver que houve cuidado, dá para ver que houve capricho. Dá para ver que houve paixão e não somente uma solução do acaso.
A nutricionista em si é um capítulo a parte. Dona de uma história única, transformou com sabedoria o seu destino. Cresceu e se aprimorou de uma forma única, passa seu conhecimento com amor e muita personalidade. Foi um encontro de peso para minha vida, um daqueles cruzamentos muito especiais que acontecem em nossa história, um verdadeiro presente.
A moral da história, para mim, é que a personalidade vale sim, para tudo.
Para selecionar as peças da sua decoração, para encapar os cadernos dos filhos, para decidir o menu do almoço e também para saber o que lhe faz feliz e motiva.
Um beijo grande (cheio de personalidade)
PS: Hoje ambos os meus filhos voltam para a escola. Há exatamente um ano passado desejei (e aprendi) através das conchas. Neste ano desejo que a personalidade seja a estrela guia para a felicidade. Para sempre. Amo vocês, viu? Mamãe.

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